Biblioteca da VidaSobre
← Perfeccionismo e autossabotagem

Perfeccionismo e autossabotagem

Por que eu me envolvo justo no que me faz mal?

Comportamentos que atrapalham quase sempre cumprem uma função: anestesiar um vazio, ocupar a cabeça, aliviar tensão por alguns minutos. Telas, compras, drama, comida, conflito: o alívio é real, e é por isso que se repete, mesmo com a conta chegando depois. Também acontece de a pessoa se cercar de crises externas para não olhar para a crise interna. Entender a função é mais útil do que julgar o comportamento, porque sem substituto ninguém abandona o que está funcionando para alguma coisa.

“Eu sei que aquilo me faz mal e faço de novo.”

ImpulsoVazioDistraçãoAutossabotagem

Você pode se reconhecer aqui

  • Solidão
  • Término
  • Sobrecarga profissional
  • Quando você abre o celular sem decidir fazê-lo.

Próximos passos

  1. Antes do impulso, pare cinco segundos e anote o que você está sentindo.
  2. Pergunte que vazio ou tensão aquilo alivia.
  3. Escolha uma alternativa que atenda a mesma função e seja possível agora: ligar para alguém, sair de casa, tomar um banho, escrever.
  4. Observe o que o comportamento te dá e o que cobra, por escrito.
  5. Se houver perda de controle ou prejuízo sério, procure ajuda profissional em vez de tentar sozinho.

Perguntas para explorar

O que eu sinto nos minutos antes de começar?

Que problema meu essa confusão externa me ajuda a não olhar?

Qual seria uma versão menos custosa do mesmo alívio?

Entender a função de um comportamento não é tratamento. Dependência de álcool ou outras drogas, jogo, compulsão alimentar e comportamentos que causam dano exigem acompanhamento profissional — e, nesses casos, tentar resolver sozinho costuma atrasar o cuidado.

Base desta orientação

Psicologia clínicaOrientação prática

Outros caminhos para este assunto

Assuntos relacionados

Mais em Perfeccionismo e autossabotagem