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Ansiedade e preocupação

Quando tentar demais é o que atrapalha

Há dois excessos que produzem o mesmo estrago. Um é forçar o resultado: quanto mais alguém se empenha em conseguir dormir, em ter prazer, em ter uma boa ideia, mais improvável fica — porque essas coisas são efeito, não meta, e não obedecem a esforço direto. O outro é a atenção grudada em si mesmo: ficar monitorando o próprio corpo, o próprio desempenho, o próprio sintoma, o que por si só já impede que aquilo aconteça naturalmente. A saída apontada é a mesma nos dois casos, e é para fora: deslocar a atenção de si para uma tarefa concreta ou para outra pessoa.

“Quanto mais eu me esforço para conseguir, menos consegue sair.”

DesempenhoAtençãoAnsiedade

Próximos passos

  1. Perceba qual dos dois está acontecendo: você está forçando o resultado ou vigiando a si mesmo?
  2. Pare de perseguir o efeito e volte para a atividade em si.
  3. Coloque a atenção em algo fora de você — uma tarefa, uma conversa, a outra pessoa.
  4. Aceite que o resultado vai aparecer de lado, quando você não estiver olhando.
Redirecionar a atenção ajuda em círculos de autovigilância, mas não é a resposta para tudo: dores, insônia persistente e sofrimento intenso pedem avaliação em vez de só mudança de foco.

Base desta orientação

Psicologia clínica

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