Biblioteca da VidaSobre
← Culpa e vergonha

Culpa e vergonha

Errar me torna uma pessoa ruim?

Vale distinguir duas experiências parecidas. Uma olha para o que foi feito, dói, orienta o reparo e termina: é remorso. A outra olha para quem você é, conclui que existe algo estragado em você e não aponta saída: é a culpa que paralisa. A segunda tende a se alimentar sozinha — quanto pior você se sente, mais convincente parece a ideia de que fez algo grave. Pensar no efeito real que suas ações têm nos outros costuma orientar melhor o que fazer do que se punir.

“Sinto que sou uma pessoa ruim quando erro.”

CulpaRemorsoReparaçãoResponsabilidade

Caminhos possíveis

Checar o fato antes do veredito

Pergunte o que exatamente você fez, que dano houve e para quem. Sem essa descrição, a culpa fica genérica e não tem como ser resolvida.

Reparar o que é reparável

Um pedido de desculpas específico, uma correção, uma conversa. Reparo é ação; remoer não é.

Distinguir responsabilidade de onipotência

Você responde pelo que fez, não por tudo o que o outro sentiu. Assumir a tristeza alheia como sua obra costuma ser um exagero de responsabilidade.

Você pode se reconhecer aqui

  • Conflito familiar
  • Parentalidade
  • Conversa difícil
  • Término

Perguntas para explorar

O que eu fiz, concretamente, e que efeito isso teve?

Existe algo a reparar hoje? O que seria?

Eu estou me sentindo mal porque errei ou concluindo que errei porque me sinto mal?

A distinção ajuda a organizar o que fazer, mas não decide questões morais por você. Culpa ligada a violência, dano grave ou situações legais pede apoio adequado, inclusive profissional ou jurídico.

Base desta orientação

Psicologia clínicaOrientação prática

Outros caminhos para este assunto

Assuntos relacionados

Mais em Culpa e vergonha