“Está chegando o primeiro Natal sem ela.”
Caminhos possíveis
Decidir antes, com espaço para mudar
Alguns dias antes, pense no que você quer manter, mudar ou pular: ir ao almoço inteiro, ficar só uma parte, passar o dia com uma pessoa só. Avise que o plano pode mudar na hora. Saber que existe uma saída tira a pressão de acertar.
Manter, adaptar ou criar uma tradição
Algumas famílias mantêm tudo como era. Outras mudam o lugar, o horário ou o cardápio, porque repetir a mesa do jeito antigo dói demais. Também dá para criar algo novo: acender uma vela, fazer a receita que a pessoa fazia, plantar uma muda, doar em nome dela. Nenhum desses caminhos é o certo.
Lembrar sem obrigação
Há quem encontre conforto em visitar o cemitério em Finados ou em ir a uma missa ou culto, e há quem prefira lembrar de outro jeito, ou em outro dia. Ir ou não ir não mede o tamanho do amor.
Dizer do que você precisa
Quem está por perto muitas vezes não sabe se deve falar da pessoa ou evitar o assunto. Uma frase ajuda os dois lados: “Gosto quando vocês falam dele” ou “Hoje prefiro não tocar no assunto”.
Você pode se reconhecer aqui
- Luto
- Conflito familiar
- Tempo com a família
Próximos passos
- Marque na agenda as datas que podem pesar: o aniversário da pessoa, o dia da morte, Dia das Mães ou dos Pais, Finados, Natal, Ano-Novo.
- Para cada uma, decida pelo menos onde você vai estar e com quem.
- Combine com alguém de confiança um contato nesse dia, nem que seja uma mensagem.
- Em festas, deixe uma saída combinada: ir com o próprio transporte, chegar mais tarde ou sair cedo sem precisar explicar.
- Se houver crianças na família, pergunte como elas gostariam de lembrar a pessoa.
Perguntas para explorar
Que data deste ano eu temo mais, e por quê?
O que eu gostaria de manter daquela pessoa nesse dia?
De quem eu quero estar perto nessa data, e de quem prefiro distância?