A primeira coisa a saber é que perguntar não planta a ideia: falar abertamente sobre isso costuma aliviar quem está sofrendo e é o que permite buscar ajuda. A segunda é que a maioria das pessoas nessa situação não quer acabar com a vida — quer que a dor pare, e não está conseguindo imaginar outra saída. A terceira é que avaliação de risco e conduta são trabalho de profissional de saúde: seu papel é escutar sem julgar, levar a sério e ajudar a chegar ao cuidado.
“Uma pessoa próxima disse que não quer mais viver e eu não sei o que fazer.”
RiscoEscutaEmergênciaCuidado
Você pode se reconhecer aqui
- Crise
- Luto
- Desemprego
- Solidão
Próximos passos
- Pergunte com calma e de forma direta se a pessoa tem pensado em morrer ou em se machucar.
- Escute sem discutir, sem minimizar e sem se assustar em voz alta.
- Diga que você fica, e que vocês vão buscar ajuda juntos.
- Não deixe a pessoa sozinha se houver risco imediato.
- Procure atendimento agora: serviço de emergência, profissional de saúde ou, no Brasil, o CVV pelo telefone 188, que atende gratuitamente a qualquer hora.
- Cuide também de você depois: acompanhar alguém nessa situação pesa.
Perguntas para explorar
?O que essa pessoa está tentando fazer parar?
?Quem mais precisa saber para ajudar?
?Que apoio profissional está acessível hoje, não semana que vem?
Esta orientação é sobre como acolher e encaminhar alguém em risco. Não é avaliação clínica, não substitui atendimento e não descreve procedimentos de avaliação de risco, que pertencem a profissionais de saúde.
Se houver risco imediato, procure atendimento de urgência agora. No Brasil, o CVV atende pelo 188, a qualquer hora e sem custo. Se você é a pessoa que está sofrendo, não atravesse isso sozinho: fale com alguém de confiança e busque ajuda profissional hoje.
Base desta orientação
🩺Psiquiatria e medicina🧠Psicologia clínica