A logoterapia separa duas coisas que costumam ser tratadas como uma só: o sofrimento que nasce de um conflito existencial — não saber para que se está vivendo, questionar o valor do que se faz — e o que nasce de um quadro clínico. O primeiro não é sintoma de doença; é uma dificuldade humana, e tratá-lo como defeito costuma piorar, porque acrescenta a sensação de estar quebrado a uma pergunta que já era difícil. Isso não quer dizer que toda angústia seja saudável nem que dispense ajuda. Quer dizer que 'por que eu estou aqui' é uma pergunta legítima, e não um erro de funcionamento.
“Estou questionando tudo. Será que tem alguma coisa errada comigo?”
Crise existencialSaúde mentalSentido
Perguntas para explorar
?Isto é uma pergunta que eu preciso atravessar, ou um sofrimento que já está me impedindo de viver?
?Eu estaria melhor se tivesse com quem pensar isso em voz alta?
A distinção não é para ser feita sozinho quando o sofrimento é intenso, quando dura, quando tira o sono, o apetite ou a capacidade de trabalhar, ou quando aparece qualquer ideia de desistir da vida. Nesses casos a avaliação é profissional, e procurar não significa aceitar que a pergunta é doença.
Base desta orientação
🧠Psicologia clínica🩺Psiquiatria e medicina📚Filosofia