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Quanto tempo ainda me resta com essa pessoa?

Convivência a gente mede em intenção; dá outra clareza quando se mede em horas. Se você vê alguém uma vez por mês, são cerca de doze encontros por ano. Projete isso pelos anos que provavelmente vocês ainda têm e o número costuma ser bem menor do que a sensação de “ainda dá tempo”. O objetivo da conta não é assustar: é tornar visível uma escolha que hoje acontece sozinha, por inércia.

“Eu penso em visitar e sempre deixo para depois.”

TempoFamíliaConvivênciaFinitude

Você pode se reconhecer aqui

  • Tempo com a família
  • Cuidado de familiar
  • Envelhecimento
  • Mudança de cidade
  • Amizade à distância

Perguntas para explorar

Quem eu veria mais se isso dependesse só de decisão?

O que eu costumo colocar na frente desses encontros?

Que encontro eu lamentaria não ter feito?

Um exercício

  1. Escolha uma pessoa de quem você gosta e vê pouco.
  2. Estime quantas vezes por ano vocês se encontram e multiplique pelos anos que você imagina ter de convivência.
  3. Compare esse número com o tempo que você passa por dia em telas.
  4. Decida uma mudança concreta e pequena: uma ligação semanal, um almoço mensal, uma visita marcada no calendário.
  5. Marque a data agora, não “em breve”.
A conta é uma estimativa grosseira e serve para decidir, não para prever. Para quem está de luto ou cuidando de alguém doente, esse cálculo pode doer mais do que ajudar — nesse caso, deixe-o de lado.

Base desta orientação

Orientação práticaFilosofia

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