Duas perguntas costumam ficar sem resposta escrita, e são justamente as que mais pesam em quem fica. A primeira: em cada conta, seguro ou benefício que você tem, existe um registro de quem recebe — e esse registro, em muitos lugares, vale mais que qualquer combinado verbal. Quem se separou, se casou de novo, teve filhos ou trocou de emprego e nunca voltou nesse cadastro pode ter no papel um nome que já não corresponde à sua vontade. A segunda: se você tem quem depende de você, filho pequeno, pessoa com deficiência, alguém sob seus cuidados, é preciso dizer quem assume, e é preciso ter perguntado a essa pessoa antes. Nada disso é mórbido. É a diferença entre deixar uma vontade e deixar uma disputa.
“Nunca registrei quem cuidaria das coisas e das pessoas se eu faltasse.”
LegadoFamíliaCuidadoMortalidade
Você pode se reconhecer aqui
- Novo filho
- Casamento
- Separação
- Luto
- Doença
- Cuidado de familiar
Próximos passos
- Liste cada conta, seguro e benefício que você tem.
- Verifique em cada um quem está registrado para receber.
- Atualize o que mudou desde a última vez: separação, casamento, filhos, troca de emprego.
- Se alguém depende de você, escolha quem assumiria o cuidado.
- Converse com essa pessoa e confirme que ela aceita.
- Registre a escolha da forma que vale no seu país e revise a cada mudança de vida.
Perguntas para explorar
?Se eu faltasse amanhã, o nome que está registrado é o que eu escolheria hoje?
?Quem eu quero que cuide de quem depende de mim, e essa pessoa sabe?
?O que estou deixando para quem fica: uma vontade clara ou uma dúvida?
Para refletir
- Deixar isso escrito é um dos cuidados mais concretos que se pode ter com quem fica.
A ordem de herança pode ser definida por lei, e não por escolha, e a designação de quem cuida de crianças segue procedimento próprio em cada país. Este texto não é orientação jurídica: consulte um advogado ou o serviço notarial local.
Base desta orientação
·Orientação prática